segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Um só

Na madrugada o quarto é iluminado pela lua cheia,
o som daquela antiga melodia que se ouvia sozinho
deitado solitário nas noites de verão agora é compartilhado a dois.
Uma garrafa de vinho, duas taças, dois corpos, um coração.

Essa é a felicidade de um antigo coração que batia solitário,
 hoje encontrou um outro ritmo e dois se tornam um só.


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Café das cinco

Vou tomar um café e chega.
O amor acabou
Vê se desapega
O amor nem existe
Nada mais resiste.

Queima a língua
Café com muito açúcar
E não é nada vulgar
Vê se não se engane
O amor não é de se julgar

Tomando meu café e só.
Não tinha nome para emoções
Antes facilmente viravam pó
Agora não precisa de explicações

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Livres de todo o pecado

É um vício
Do amanhecer ao anoitecer
Sem desperdício
Quase nos faz enlouquecer

É um vício
Muito a flor da pele
Nos entregamos e caímos num precipício
Vamos colorir, pincele
Cubra os espaços em branco.

É um vício
Em câmera lenta o sorriso é eternizado.
Preencheu todo aquele antigo coração vazio.
Somos livres de todo o pecado.

Hoje com brilho nos olhos

E todos aqueles olhares vazios para lua se foram
O vazio se foi, a solidão evaporou.
Hoje com brilho nos olhos
A lua é observada sem ressentimentos

Olhares cheios de desejos
Abraços cheios de amor
Beijos cheios de carinho

Hoje com brilho nos olhos,
a Lua é observada
Ilumina o caminho de dois corações acelerados
Um pelo outro, como se fossem um só.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Não vou buscar explicações

Você mergulha no meus olhos, assim como eu mergulhos nos teus.
Já me hipnotizaram e tudo em volta faz pouco sentido.
Não é preciso muito esforço, mas ficaria ali horas só olhando para eles
Eles falam e assim me calam.
Me perco nos teus beijos, me entrego aos seus abraços.
O que você fez comigo?
Me arranca suspiros, me arranca sorrisos...
Corta a respiração.
Vício do seus lábios, seu rosto, seu cheiro.
Tão confuso, tão novo
Tão de repente e tão bom.
Não vou buscar explicações para o que eu sinto.
Apenas sinto e você sabe o que.
O brilho nos olhos evidenciam
Sem palavras, mas todos percebem.

domingo, 23 de outubro de 2011

O talvez da certeza incerta.

Primavera flertando com o verão
Se ouvia risos e gargalhadas
Se via copos e garrafas.
Se via luzes e alegria
Se ouvia guitarras e bateria.

Conseguiu arrancar um sorriso tímido. 
Tímido?
Porque foste tímido, sorriso? 
Palavras ao pé do ouvido,
Nada demais, apenas não se ouvia ao redor.
-Mais uma das ilusões?-

Se ouvia guitarras e bateria
Olhares tão insondáveis.
Os lábios não resistem. 
Como delicadas pétalas, se tocam.
Seria mais umas das ilusões?
Talvez não fosse.
Talvez não é.
E de novo, e outra vez...
Esse desejo de te querer, será apenas mais uma ilusão?
Talvez não é.
Talvez não será.

 


sábado, 15 de outubro de 2011

Paciência

Só um sorriso;
Só um abraço;
Só um beijo;
Só uma bebida.
Um até logo para de novo te querer.
E comigo deixou borboletas
que invadiram meu estômago.
E que toda vez que lembram, agitam-se
querem sair de qualquer jeito.
Aperta aqui dentro.
Digo-lhes apenas: tenham apenas paciência,
algo bom está para acontecer.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Juventude é agora.


É tempo de curtir.
Curtir o tempo que não será para sempre,
curtir os momentos e os amigos que não serão pra sempre.
O tempo é tão curto e as novidades tão grandes.
Eu estou aqui pra curtir enquanto temos tempo, tempo que não será para sempre.
É tempo de curtir.
Curtir a noite, curtir as risadas e os problemas banais.
Conhecer tudo que é novo, a boêmia, os amores e os medos.
Gritar, correr, chorar, rir, beber.
Atenção, é a revolução!
Disposição para arcar com as responsabilidades que a parte do 'curtir' nos demanda.
Isso é maturidade.
É tempo de curtir! Atenção, quero revolução!
Quebre essa corrente que me prende ao pé da mesa.
Não será para sempre.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ansiedade inquieta

As horas escorrem pelos dedos.
Sem piedade, o tempo debruça sobre as costas.
Chega o natal mas não acaba o mês.
E o não saber o que acontecerá nos próximos meses
atormenta a mente, cutuca a ansiedade inquieta.
Dúvidas e medos perseguem.
Passe tempo, passe rápido.
Espere!
Não passe tão depressa.
Dúvidas e medos me perseguem.
Coragem para correr atras dos sonhos.
Não desistir sem ao menos tentar.
Conseguir (e não tentar) dar o melhor de sí.
Blá, blá, blá... ninguém falou que seria fácil.


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O lunático está em minha cabeça

Já não é a primeira vez que as pequenas coisas, pequenas irritações me fazem te odiar cada vez mais.
Como já aconteceu em outros tempos, outros lugares, outras frequências.
Já odeio tanto que para ser amor basta alguns milímetros.
Já disse também que aqui comigo amor e ódio andam de mãos dadas.
Uma música, um cheiro, um lugar... faz recordar um amor abstrato e remete ao ódio de 'lembrar'.
Lembrar o que? Só alguns fantasmas na minha cabeça que 'lembram' o que só nela ocorreu.
Pensando racionalmente, seria uma besteira mesmo. Sede por amar, amar demais.
Amar um sorriso e querer que ele seja seu. Amar um abraço e deseja-lo todos os dias.
Solidão maior do que amar e não ser amado, é ser amado e não amar.
Pior do que tapar os olhos, é não olhar para os lados.
Enfim... deve ser só um momento 'turbilhão de pensamentos'.
Talvez passa, talvez não.
Certamente os fantasmas continuarão assombrando aqui dentro.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Boêmia de falsos poetas

Jogaram um pó de revolução
Como mágica de Peter Pan,
O desejo é viver na Terra do Nunca.
Liberdade, tão abstrata.
Juventude, tão exata.

De repente uma vontade de revolução.
Noite cheia de neblina
Garrafas nas sarjetas
Violões de esquina
Boêmia de falsos poetas

E segue a utopia veraneia
Sempre propícia a insanidades morais
Mas são só ideias escritas na areia
O mar sempre apaga coisas banais.

Vestiram as ideias com mentiras
O sol iluminou a verdade,
cruel como a realidade.



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Constante Inconstância.

Que tristeza moribunda é essa
que me cerca nas tardes ensolaradas de inverno?
Dias em que a maior alegria é um gole de café quase sem açúcar.
Assim, amargo como as angústias das inconstâncias emocionais.
Auto-piedade é egoísmo? Altruísmo talvez?
Os sentimentos se escondem como os cristais de açúcar no café,
escondidos confundem a triste alma apenas provida de devaneios.
Há aqui uma escassez de entusiasmo,
mas tranquilidade... dizem que é só uma fase.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Poupe-os

E o defeito é amar demais
Discretamente, lá no fundo e só amor...
Carinho brando, cheio de clemência e lisura.
Por fora é uma armadura resistente as emoções.
Tentando se proteger de olhos, abraços e sorrisos...
Minuciosamente poupando partidos corações.
E o defeito é amar demais.
A armadura é decomposta por sorrisos e abraços.
Já não protege e exposto fica o fundo de amor brando.
E qual o perigo há nisso? Poupe os corações partidos.

Ciclo da angústia.

Tudo igual, sempre igual
Acorda, lava o rosto, café
O chuvisco matinal de inverno
quase sempre desanima.
Onde estão as forças, por favor me diga!
E essa angústia de não saber o que virá?
E esse caminho cheio de neblina que não se vê o fim?
Tudo terá um fim.
E do fim virá um novo começo.
Tudo novo, de novo.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Blues da boêmia.

O fogo queima e a luz é forte
Acaba rápido e as ilusões viram pó.
A noite era fria e a lua chorava
os lamentos que eram lançados a ela.

Mas o fogo queima e a luz é forte
seca suas lágrimas e enche o céu de nuvens.
A noite era fria e a lua sorria
refletindo o que era lançado a ela.

O fogo apagou restando a escuridão
Nela dizem que o invisível salta aos olhos.

Mas o fogo apagou restando a escuridão
E na verdade era só mais uma solidão compartilhada
dos corpos sozinhos de carinho.
O cansaço brilhou como luzes de neon.
Olhos ardiam por causa da fumaça que o fogo deixou antes de partir.
Restou apenas abraços e o hálito de vodka.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Que liberdade é essa, que as vezes é solidão?

Pra que se preocupar com o resto, se a liberdade está diante de seus olhos?
Porque quando, por algum motivo simples ou complexo a felicidade não está ao meu lado.
Pra dias tão harmônicos, de tanta alegria e positividade, um simples bom dia despertava um sorriso.
Ansiedade para aplaudir o pôr-do-sol, no seu abraço carinhoso ou ali no meio do mar numa canoa, ou até mesmo sozinha naquela pedra onde as vezes algumas lágrimas escorria temendo o fim da liberdade.
 Mas que liberdade é essa, que as vezes é solidão?
Solidão de pensamentos, solidão sem você, ilusão dos pensamentos.
E depois de tanto tempo é essa solidão que ainda sinto?
Acenda seu cigarro na sarjeta, sorria para mim, mas do outro lado da rua.
Hoje o que eu mais queria era nunca ter te conhecido, assim não te amaria cada vez mais.
Poderia ter sido muito mais, as palavras poderiam ser reais e agora nada mais importa.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Crônica da lua cheia

No entusiasmo noturno, a lua cheia cálida no céu sem estrelas clama por atenção.Peguei-me admirando-a. Reguei a traquéia com outro gole e ali nunca me senti tão só, diante de muitas pessoas, risadas e abraços alheios tal que a solidão me fagocitou.De repente, nada faz sentido, são só fantasmas te rodeando, felizes e te achando feliz também.E a razão já não tem razão e a emoção desapareceu. E o que é isso?Só dúvidas sujando o chão da esperança que quando você mais precisa foge aos seus pés. Os antigos sorrisos não te encontram mais, os antigos abraços fogem aos seus braços.Já estava acostumada ao carinho simples da simpatia, pior que não é coisa da sua mente egoísticamente sã ou seja lá o que for.Você fugiu o olhar dos meus olhos, feriu meu coração com mais efeito do que qualquer palavra. Saudades do que não foi, saudades do que poderia ser, saudades do que era.Esperando o trem, sozinha, mochila nas costas, mãos no bolso, fones de ouvido, pálpebras quase caindo, sobrancelhas cerradas, portas se fechando, sorrisos se esgotando. O caminho de casa nunca foi tão longo.  

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sol sustenido

Os dedos enfeitam os acordes
Dedilham a melodia da nostalgia
Cigarros no cinzeiro
A mesma barba por fazer
E o mesmo sorriso no canto da boca.

Antes a beira-mar
A brisa de veraneio alimentava os sonhos
Hoje é lembrança e só.
Os sonhos não morrem,
só amadurecem.

E foi
como a onda chegando
levando embora os escritos na areia.
Levou quem você é
e me deixou com quem você era.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Como dizem: simpatia quase amor

Sinceros sorrisos
que alegram sem aviso
Sinceros abraços
que lhes faltam espaço.
Sinceras ideias
que lhes faltam timidez

Destroem as tristezas repentinas
lotadas de carinho.
Enfeitam as manhãs com purpurina
mostrando que não estas sozinho.

Bom mesmo é cultivar novas amizades,
ressaltar afinidades.
Bom mesmo é estar com aqueles que amam
sem ter medo do que outros pensam.
Bom mesmo é te-los dentro do seu coração,
sabendo assim que dificilmente escaparão.

Dilema de Outono

Outono, leve sua tristeza
E quando você mais precisar
é nos meu ombros que você vai chorar.
E quando você mais precisar
é meu sorriso que vai te acalmar.



Outono, leve suas desilusões
Dos seus olhos lágrimas escorrem
para as tristezas abandonar.

No meu colo você irá cochilar
sabendo que os sonhos não morrem.



Outono, traga sua compaixão
Algo aqui arranha a garganta
Um vazio que se completa com um abraço
As mãos e seu entrelaço
Algo aqui me encanta

Outono, traga seu vento
Conserve aqui esse sentimento
Flua pelos ares
Conserve infinito como os mares.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Quando um sorriso foge

Quando um sorriso foge
Dúvidas e intrigas te perseguem
Quando os pensamentos te traem
Chego a pensar que nada mais importa.

Revolução internamente
É a lua! - olhos brilharam
Não beba moderadamente
Acende um cigarro
Mas o que?
Te julgaram?

Não deixe uma lágrima sequer
escorrer pelas bochechas rosadas
Não deixe de viver
pensando na próxima temporada.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Desvio de rota

Não vai mudar
Talvez é o que podemos confirmar hoje.
Já confirmamos há muitos anos, não é mesmo?
Talvez não é como antes,
Não é o mesmo convívio,
As novidades ficam velhas
Porém uma coisa é certa:
Quando a saudade aperta o peito
desvie minha rota, certamente
lá estaremos num longo abraço em meio público
Sem se importar ao redor.
O que me faz tão bem
é poder sentir com tanta certeza
que já não importa o passar do tempo.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O tempo passa arrastado

Rotina de um dia frio
De noite quero o calor do seu abraço
Não quero sentir mais esse vazio
tão gelado e solitário.
Do seu corpo quero sentir o mormaço

Melodia, sussurro ao pé do ouvido
Beijo no pescoço, só um arrepio
Me abraçe de novo, meu querido
Sem você o tempo passa arrastado.

Um outro beijo, por obséquio.
O que eu faço pra te prender aqui?
Para meu doce egoísmo
Cortou meu peito com um bisturi
No meu coração caiste como num abismo.

Quando não está presente
Não é preciso ir muito longe
Fecho os olhos e aqui está em minha mente.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Uns olhos de verde-mar

Me chamam
Como duas esmeraldas
Hipnotizam os espectadores
Não são de ressaca
mas me arrastam para dentro
Ignoro os beija-flores
e deixo-me persuadir.

Não está nada errado
Eu só quero contemplar
tudo tão verde,
infinito que surpreende
só por brilhar.

Eles brilham.
as vezes iluminam tristeza,
outras vezes poesia
mas quase sempre alegria
com um sorriso compartilham.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Pó de um sonho adiado

Dessa vez foi 'quase'
Mas que quase foi esse?
Alimentando um bônus de esperança.
Que cruel!
Uma dor bilateral
Experiência do quase desgasta.
Positividade imposta com lágrimas e fé.
Foi como uma vela que assopramos,
viramos as costas e ela acende outra vez.
Mas hoje o dia estava chuvoso
...ela apagou.
A mesma chuva que apaga a chama de uma vela,
Irriga a terra preparando-a para frutificar e florescer. 

Não precisa correr tanto, o que é seu às mãos lhe há de vir.. 
 Machado de Assis

terça-feira, 29 de março de 2011

Fixação

E quando ausente
és convergente.
E quando presente
quero-te ignorar.

Mais do que nunca és ausente.
Como posso ignorar
o que enxergo com os olhos fechados?

Por todos os lados,
nas esquinas e vias,
roubas minha calmaria.
Rostos que perseguem,
sorrisos que distraem.

E nunca estas lá.

domingo, 27 de março de 2011

Verdades no fim da rua.

Ironia escrita nunca dá certo.
Ironia falada é falsidade?
Ironia sincera é cinismo?
Isso tudo é bem oposto.

De agora em diante,
Tudo vai ser bem claro.
Nada como era antes,
a verdade de modo bem sutil.
Ferindo só os que não enxergam seu lado cômico.


Entenda a ironia num olhar.
Poupe-me as palavras.
Meu defeito sempre foi a sinceridade mesmo.


sábado, 19 de março de 2011

Refrão de boteco

Copo vem copo vai
Gelo vai gelo vem
Alegria vem e não vai
Abraço vai abraço vem

Os olhos sorriam
Os lábios observam
O tal contentamento descontente
Talvez amanhã já esteja ausente
Outrora até onipresente.

O final já é de se esperar.
Nada que não se possa superar.
Já é tarde, nada em cima da mesa.
Hora de curar a avareza.

domingo, 13 de março de 2011

Nada além dos olhos da razão.


Me desculpe, mesmo.
O choro de amor as vezes me arranca o coração.
Fico sem sermão.
Olhe, ou melhor, observe.
Curta, beije, beba, grite, xingue, dance e chore.
Amor, paixão..ah... muito complicado.
É muito complicado para se prender nos detalhes.

Nada além dos olhos da razão.
Mas da emoção, o que posso dizer?
Que te amo. Simples, nem porque e nem por onde.
Somos amantes das palavras belas,
dos majestosos pores-do-sol.
dos abraços longos e olhares profundos.
Passa o tempo, nem tudo são flores
Perdas ou novos amores.

Eu estou falando é de amizade.
Nossas grosserias mútuas são gentilezas
Nossos defeitos são análogos.
Me faça sorrir que ficaremos longe das tristezas
Eu te faço sorrir e tudo fica bem.
E quando precisar, aqui eu vou estar.
Nos dias ensolarados ou nublados,
para compartilhar a felicidade ou secar suas lágrimas.

É algo assim inexplicável.
Passam os tempos, a amizade oscila mas erguida sempre estará.
Inevitavelmente.

domingo, 6 de março de 2011

Sentimento em Antítese

Noites de verão
Sempre surpreendem
Sentada ali, vê-lo passar
era a ultima coisa que poderia desejar.
Aquele olhar de desdém
foi como uma avalanche no meu ego.

Com um simples beijo no rosto
um adeus ali cravado sem porque.
Nem sequer um abraço mereci?
E hoje peguei-me pensando em ti.

Vá embora! Já vai tarde!
Leve a lembrança dos meus lábios juvenis.
Nem venha com versos sacais e clichês,
Se amizade não importar, leve-a embora também!
Jogue-a ao mar, afogue-a ou queime-a como uma erva daninha.

E se eu olhar no fundo dos seus olhos e algo estranho sentir
irei repudiar pois és o que eu nunca quis pra mim.
O brilho eu nunca mais vou encontrar.
Mas se encontrar, neles irei me perder, confesso...
Oh Deus!
Noites de verão
Sempre surpreendem.

sábado, 5 de março de 2011

Cotidiano

E começou a esquentar.
Esfria, esfria isso! 
Porcaria que não presta!
Deixa gelar porque assim são teus sentimentos.

Sai logo, 
sai com essa baba do meu rosto!
Rosto tonto, só serve para te olhar.
Tira esse calor excitante dos meus membros impecáveis!
Não sabes mesmo onde te metes

Sob o véu escuro nada podem ver,
Mas minha consciência paira longe
Longe até os lábios das moças
Que outrora foram tocados pelos teus.

Cala essa tua boca estúpida
Porque dela só sai verdades;
Verdades as quais não quero saber
E verdades que não deveria saber.

Então vai logo e para de frescura
Que da minha boca só sairão lamentos,
Estes não vai escutar por ser tolo de tudo,
Estes por não entender que só te quero porque gosto.
Esfria, esfria logo!
Mas... Já que está quente, deixe queimar.
Por Marina Domingues



domingo, 20 de fevereiro de 2011

Há tempos novos tempos.

Eu costumava ter forças,
Costumava ter coragem,
Costumava ter calma.
Os sintomas da espera roubaram isso de mim, talvez.

Achava que o sonho era a liberdade,
Não ter obrigações,
Acordar simplesmente para contemplar um lindo dia.
Alimentar o velho espírito Carpe Diem.
É uma utopia.
Liberdade é uma solidão camuflada.

Percebi que 'ter' não é o mesmo que ser feliz.
O importante é 'ser'.
Para 'ser' simplesmente se é.

A força e a coragem ali está
Se já a conhece, sabe onde encontra-la.
Nesses novos tempos
Resgaste-as.
Há tempos é o que dizem.

Do bom passado,
Levo a alegria dos dias ensolarados.
Do bom futuro,
O sucesso eu emolduro.


Disciplina é liberdade
Compaixão é fortaleza
Ter bondade é ter coragem
- Renato Russo

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Fuja para Passárgada

Onde as horas são lentas 
E os problemas distantes
Universo paralelo violenta
 
a realidade ofegante.

Luar me leve embora
Só me acorde
quando a aurora chegar
Só não discorde
quando um coração chorar

Sente aqui e venha ver a paisagem
Segure minha mão
Respire fundo e crie coragem
Não faça do perfeito uma ilusão

Universo paralelo não perdoa.
Quando a barca voltar
Decisões teremos que tomar
Porque onde há sol, também há garoa.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sombras da noite

Dos olhos lembranças escorriam
Madrugada ingênua
E a nova juventude abre as portas
Liberdade da mente
Eis sua verdade

O mundo é maior do que esperavamos
Sem licença,
Maturidade invade
Agora como um legado.

Mas o que planejar
para melhor se preparar?
Nas sombras da noite
nada se fez claro
As mesmas dúvidas
As velhas verdades.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Dissimulados sentidos

Foi tudo
Nõ foi nada
Não há distância camuflada
Saudades de um verão mudo
Um amor nulo
Rebuscado e apaixonado
As ondas, crueis, não perdoam
O amor elas levam embora
Os ventos capturam
Perdem a hora
Eu vou partir
Ouvindo o mar e sua canção
Deixe fluir
Guarde meu sorriso em seu coração

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A Cara da Vida

Sonhos novos
Amigos antigos
Um drink para atrever
Gargalhas ao entardecer
Luar pra nos entreter

Pés na areia
O som das águas
Na mente golpeia
De lado ficam as magoas
Hoje fica a verdade

Momentos de silêncio
Aprecie, por obséquio
Feche os olhos
Sinta a liberdade
Exerça essa idealidade

Sobreaviso

Novos ares
Longes dos bares
Fluindo sem procurar
Vou me adaptar

Não cruze minha frente
Se cruzar não esconda o sorriso
Não seja transparente
Nem indeciso
Dessa vez é diferente
O amor eu ironizo

Trocaremos algumas frases
Quem sabe abraços e beijos
Talvez isso que desejo
Mas sem alusões

Nada mais puro
Um olhar recapturo
Envoltos braços
Indiferentes laços
Um adeus
Até logo

No quebra-mar.

Quero estar ao seu lado
ouvindo o som do mar
Não se sinta abandonado
se presente eu só estiver em seu coração

Deixe fluir,
Fluir um novo amor.
Não espere eu partir
para estar ao meu dispor

Ruas vazias
Violões de esquina
Da noite só lembro da ventania
Porque agora não sou mais sua menina

Brinde ao luar.

Não é mais uma necessitade
ouvir sua melodia.
Estática amizade
que me asfixia.

Andarei pela rua
sem te procurar pelos bares.
Cantaras para os luares
E dessa vez não serei sua.

Quando me encontrar
Faça um brinde.
Não esqueça de me abraçar.
Vamos ao deslinde.

Amizade de vanguarda

Diante de tanta alegria e fartura
Sorri com doçura
Senta isolado
Sentimento abdicado

Os olhos observadores andam fixos:
Diante de tanta nostalgia e desolação
Sorri com angústia
Senta ao meu lado
Abraça-me, sentimento acalmado

As palavras queriam sair
Mas se interrompiam prefixamente
Um olhar amigável
Cheio de ternura e moldura
Foram suficiente.

Textos guardados.

Que meigo são seus olhos combinados com um sorriso tímido,
olhos estes que revelam no fundo da alma há solidão,
esta que me atraiu por compaixão.
Um vento frio,
um frio que suplica um aconchego a beira-mar numa noite estrelada,
óh, onde eu moro não se vê estrelas.
Por isso só delas me lembro.
Palavras, confesso, pensou-se que eram exaladas da boca pra fora.
Se repetiam dia após dia,
não sabia o que fazer com elas.
Onde guarda-las?  
Guardei-as tão bem,
que já não me lembro onde estão.

Reforma do silêncio e desprezo

Parte I
Noite fria
vento forte
seu sorriso de alegria
sem que eu me importe.
O fogo ardia
consumia a lenha
e sem saber
consumia seu coração.

Parte II
Vento forte
Noite fria
Observava os beijos ao norte
Fechou os olhos, voltou pra casa.
Quente e úmida lágrima escorria
Desolado
voltou á boemia.

Parte III
Noite fria
Vento forte
Retomou a coragem
Não poderia perder a viagem.
Sorriu sem medo,
segurou minha mão e me contou um segredo.
Os olhos se fecharam,
Os sentimentos o dominaram.
Um beijo, o segredo dito á boca
e não ao ouvido.

Parte IV
Manhã quente
Vento ralo
O telefone tocou, eloquente
não atendi.
Não imaginei o quão encurralado
estava o coração.
Pisei, cuspi e enterrei.
Ingenuamente,
As esperanças desolei.

Parte V
Tarde quente
Ventos arduos
Olhando o mar.
Ingenuamente,
esperanças lhe dei.
O ósculo esperado
não foi ressalvado.
Te quero ao meu lado,
mas não da mesma forma que
me queres ao seu.
Uma flor singela, ainda guardo.
O brilho de seus olhos ainda recordo.

Parte VI
Noites frias
Dias cinzentos
Seu silêncio me mata
me sinto como sucata.
Hoje voltaria atrás
não para continuar o que previa.
Mas para nem ter começado.
Não fuja á boêmia
nem a textos banais.
Para ser sincera,
é um sentimento nulo
recorro ao ósculo
mas logo anulo o pensamento.
Não sei o que sentir nem o que pensar.
Quando olho dentro de seus olhos
eles não brilham mais.
A desolação se inverteu.

Parte VII
Dias cinzentos
Noites frias
Busco na lembrança o afeto
de um abraço sem aborrecimentos.
Meu coração se despedaçará
se em seus olhos o brilho eu não encontrar.

Sentimentos de verâneio

Pôr-do-sol no deck.
Lá de cima é fácil, tudo é tranquilo.
Respiro fundo.
Direi tudo que eu quero.
Preciso.
Nem que seja com um olhar.

O sol cansado se encosta no horizonte do mar.
Sentaremos nas pedras, lado a lado.
Um suspiro longo se torna mais alto que o som das ondas.
Se foi certo ou errado,
atitudes passadas impensadas,
O peso da ignorância, desleixo e egoísmo
ainda está por perto.
Calei os olhos e fechei os ouvidos.
Os diferentes pontos de vista me ensinaram.
Pensar positivo, reproduzir uma energia que lhe faça sentir.
Abriremos nossos corações para selar o que pensamos ter acabado.
Lutaremos.
Pois agora daremos valor, teremos mentes abertas.
viveremos em prol da felicidade
da boa energia que transmitimos
ao encontro de nossos sorrisos.
Braços envoltos,
Meu coração batendo ao seu ritmo.
Colados.
Ficaremos por 3 ou 4 minutos parados assim.
Com os olhos fechados.

A brisa soprou mais forte.
Abri os olhos.
Deitava estava.
Sozinha.
Longe de você.

E o que esperar?

Pensar, planejar, sentir.
Angústias, dúvidas, mudanças,
um adeus, um até logo, uns amores.
O sonho.
Os sonhos variam, tem fases, esperanças,
é nesse sonho que me apoio.
Talvez o sonho do futuro,
do futuro que sonhamos
correndo atrás da vida bela.
Construo o futuro,
construo meu sonho.
E agora a estrada está se dividindo
Se afunilará.
Afunilada está.
E que assim seja.

Fogo que arde sem se ver

A chama não apagou,
A falta não deixou de ser notada,
As gentilezas continuam sendo trocadas.
Não me diga que a distância é a culpada.
Isso já é muito clichê.
A minha vida já estava muito parada.
Achei que sua imagem na minha cabeça fora dissipada,
Engano-me.
Só está sendo camuflada.
Não há opções, nem situações a imaginar,
Como antes, somos apenas para inspirar.
Não existe, é tudo alusão.
Me desculpe, hoje sou só razão.
Não sei se infelizmente ou felizmente…
A chama não apagou.