Noites de verão
Sempre surpreendem
Sentada ali, vê-lo passar
era a ultima coisa que poderia desejar.
Aquele olhar de desdém
foi como uma avalanche no meu ego.
Com um simples beijo no rosto
um adeus ali cravado sem porque.
Nem sequer um abraço mereci?
E hoje peguei-me pensando em ti.
Vá embora! Já vai tarde!
Leve a lembrança dos meus lábios juvenis.
Nem venha com versos sacais e clichês,
Se amizade não importar, leve-a embora também!
Jogue-a ao mar, afogue-a ou queime-a como uma erva daninha.
E se eu olhar no fundo dos seus olhos e algo estranho sentir
irei repudiar pois és o que eu nunca quis pra mim.
O brilho eu nunca mais vou encontrar.
Mas se encontrar, neles irei me perder, confesso...
Oh Deus!
Noites de verão
Sempre surpreendem.
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