No entusiasmo noturno, a lua cheia cálida no céu sem estrelas clama por atenção.Peguei-me admirando-a. Reguei a traquéia com outro gole e ali nunca me senti tão só, diante de muitas pessoas, risadas e abraços alheios tal que a solidão me fagocitou.De repente, nada faz sentido, são só fantasmas te rodeando, felizes e te achando feliz também.E a razão já não tem razão e a emoção desapareceu. E o que é isso?Só dúvidas sujando o chão da esperança que quando você mais precisa foge aos seus pés. Os antigos sorrisos não te encontram mais, os antigos abraços fogem aos seus braços.Já estava acostumada ao carinho simples da simpatia, pior que não é coisa da sua mente egoísticamente sã ou seja lá o que for.Você fugiu o olhar dos meus olhos, feriu meu coração com mais efeito do que qualquer palavra. Saudades do que não foi, saudades do que poderia ser, saudades do que era.Esperando o trem, sozinha, mochila nas costas, mãos no bolso, fones de ouvido, pálpebras quase caindo, sobrancelhas cerradas, portas se fechando, sorrisos se esgotando. O caminho de casa nunca foi tão longo.
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