quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Reforma do silêncio e desprezo

Parte I
Noite fria
vento forte
seu sorriso de alegria
sem que eu me importe.
O fogo ardia
consumia a lenha
e sem saber
consumia seu coração.

Parte II
Vento forte
Noite fria
Observava os beijos ao norte
Fechou os olhos, voltou pra casa.
Quente e úmida lágrima escorria
Desolado
voltou á boemia.

Parte III
Noite fria
Vento forte
Retomou a coragem
Não poderia perder a viagem.
Sorriu sem medo,
segurou minha mão e me contou um segredo.
Os olhos se fecharam,
Os sentimentos o dominaram.
Um beijo, o segredo dito á boca
e não ao ouvido.

Parte IV
Manhã quente
Vento ralo
O telefone tocou, eloquente
não atendi.
Não imaginei o quão encurralado
estava o coração.
Pisei, cuspi e enterrei.
Ingenuamente,
As esperanças desolei.

Parte V
Tarde quente
Ventos arduos
Olhando o mar.
Ingenuamente,
esperanças lhe dei.
O ósculo esperado
não foi ressalvado.
Te quero ao meu lado,
mas não da mesma forma que
me queres ao seu.
Uma flor singela, ainda guardo.
O brilho de seus olhos ainda recordo.

Parte VI
Noites frias
Dias cinzentos
Seu silêncio me mata
me sinto como sucata.
Hoje voltaria atrás
não para continuar o que previa.
Mas para nem ter começado.
Não fuja á boêmia
nem a textos banais.
Para ser sincera,
é um sentimento nulo
recorro ao ósculo
mas logo anulo o pensamento.
Não sei o que sentir nem o que pensar.
Quando olho dentro de seus olhos
eles não brilham mais.
A desolação se inverteu.

Parte VII
Dias cinzentos
Noites frias
Busco na lembrança o afeto
de um abraço sem aborrecimentos.
Meu coração se despedaçará
se em seus olhos o brilho eu não encontrar.

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