segunda-feira, 20 de junho de 2011

Que liberdade é essa, que as vezes é solidão?

Pra que se preocupar com o resto, se a liberdade está diante de seus olhos?
Porque quando, por algum motivo simples ou complexo a felicidade não está ao meu lado.
Pra dias tão harmônicos, de tanta alegria e positividade, um simples bom dia despertava um sorriso.
Ansiedade para aplaudir o pôr-do-sol, no seu abraço carinhoso ou ali no meio do mar numa canoa, ou até mesmo sozinha naquela pedra onde as vezes algumas lágrimas escorria temendo o fim da liberdade.
 Mas que liberdade é essa, que as vezes é solidão?
Solidão de pensamentos, solidão sem você, ilusão dos pensamentos.
E depois de tanto tempo é essa solidão que ainda sinto?
Acenda seu cigarro na sarjeta, sorria para mim, mas do outro lado da rua.
Hoje o que eu mais queria era nunca ter te conhecido, assim não te amaria cada vez mais.
Poderia ter sido muito mais, as palavras poderiam ser reais e agora nada mais importa.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Crônica da lua cheia

No entusiasmo noturno, a lua cheia cálida no céu sem estrelas clama por atenção.Peguei-me admirando-a. Reguei a traquéia com outro gole e ali nunca me senti tão só, diante de muitas pessoas, risadas e abraços alheios tal que a solidão me fagocitou.De repente, nada faz sentido, são só fantasmas te rodeando, felizes e te achando feliz também.E a razão já não tem razão e a emoção desapareceu. E o que é isso?Só dúvidas sujando o chão da esperança que quando você mais precisa foge aos seus pés. Os antigos sorrisos não te encontram mais, os antigos abraços fogem aos seus braços.Já estava acostumada ao carinho simples da simpatia, pior que não é coisa da sua mente egoísticamente sã ou seja lá o que for.Você fugiu o olhar dos meus olhos, feriu meu coração com mais efeito do que qualquer palavra. Saudades do que não foi, saudades do que poderia ser, saudades do que era.Esperando o trem, sozinha, mochila nas costas, mãos no bolso, fones de ouvido, pálpebras quase caindo, sobrancelhas cerradas, portas se fechando, sorrisos se esgotando. O caminho de casa nunca foi tão longo.  

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sol sustenido

Os dedos enfeitam os acordes
Dedilham a melodia da nostalgia
Cigarros no cinzeiro
A mesma barba por fazer
E o mesmo sorriso no canto da boca.

Antes a beira-mar
A brisa de veraneio alimentava os sonhos
Hoje é lembrança e só.
Os sonhos não morrem,
só amadurecem.

E foi
como a onda chegando
levando embora os escritos na areia.
Levou quem você é
e me deixou com quem você era.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Como dizem: simpatia quase amor

Sinceros sorrisos
que alegram sem aviso
Sinceros abraços
que lhes faltam espaço.
Sinceras ideias
que lhes faltam timidez

Destroem as tristezas repentinas
lotadas de carinho.
Enfeitam as manhãs com purpurina
mostrando que não estas sozinho.

Bom mesmo é cultivar novas amizades,
ressaltar afinidades.
Bom mesmo é estar com aqueles que amam
sem ter medo do que outros pensam.
Bom mesmo é te-los dentro do seu coração,
sabendo assim que dificilmente escaparão.

Dilema de Outono

Outono, leve sua tristeza
E quando você mais precisar
é nos meu ombros que você vai chorar.
E quando você mais precisar
é meu sorriso que vai te acalmar.



Outono, leve suas desilusões
Dos seus olhos lágrimas escorrem
para as tristezas abandonar.

No meu colo você irá cochilar
sabendo que os sonhos não morrem.



Outono, traga sua compaixão
Algo aqui arranha a garganta
Um vazio que se completa com um abraço
As mãos e seu entrelaço
Algo aqui me encanta

Outono, traga seu vento
Conserve aqui esse sentimento
Flua pelos ares
Conserve infinito como os mares.