quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Dissimulados sentidos

Foi tudo
Nõ foi nada
Não há distância camuflada
Saudades de um verão mudo
Um amor nulo
Rebuscado e apaixonado
As ondas, crueis, não perdoam
O amor elas levam embora
Os ventos capturam
Perdem a hora
Eu vou partir
Ouvindo o mar e sua canção
Deixe fluir
Guarde meu sorriso em seu coração

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A Cara da Vida

Sonhos novos
Amigos antigos
Um drink para atrever
Gargalhas ao entardecer
Luar pra nos entreter

Pés na areia
O som das águas
Na mente golpeia
De lado ficam as magoas
Hoje fica a verdade

Momentos de silêncio
Aprecie, por obséquio
Feche os olhos
Sinta a liberdade
Exerça essa idealidade

Sobreaviso

Novos ares
Longes dos bares
Fluindo sem procurar
Vou me adaptar

Não cruze minha frente
Se cruzar não esconda o sorriso
Não seja transparente
Nem indeciso
Dessa vez é diferente
O amor eu ironizo

Trocaremos algumas frases
Quem sabe abraços e beijos
Talvez isso que desejo
Mas sem alusões

Nada mais puro
Um olhar recapturo
Envoltos braços
Indiferentes laços
Um adeus
Até logo

No quebra-mar.

Quero estar ao seu lado
ouvindo o som do mar
Não se sinta abandonado
se presente eu só estiver em seu coração

Deixe fluir,
Fluir um novo amor.
Não espere eu partir
para estar ao meu dispor

Ruas vazias
Violões de esquina
Da noite só lembro da ventania
Porque agora não sou mais sua menina

Brinde ao luar.

Não é mais uma necessitade
ouvir sua melodia.
Estática amizade
que me asfixia.

Andarei pela rua
sem te procurar pelos bares.
Cantaras para os luares
E dessa vez não serei sua.

Quando me encontrar
Faça um brinde.
Não esqueça de me abraçar.
Vamos ao deslinde.

Amizade de vanguarda

Diante de tanta alegria e fartura
Sorri com doçura
Senta isolado
Sentimento abdicado

Os olhos observadores andam fixos:
Diante de tanta nostalgia e desolação
Sorri com angústia
Senta ao meu lado
Abraça-me, sentimento acalmado

As palavras queriam sair
Mas se interrompiam prefixamente
Um olhar amigável
Cheio de ternura e moldura
Foram suficiente.

Textos guardados.

Que meigo são seus olhos combinados com um sorriso tímido,
olhos estes que revelam no fundo da alma há solidão,
esta que me atraiu por compaixão.
Um vento frio,
um frio que suplica um aconchego a beira-mar numa noite estrelada,
óh, onde eu moro não se vê estrelas.
Por isso só delas me lembro.
Palavras, confesso, pensou-se que eram exaladas da boca pra fora.
Se repetiam dia após dia,
não sabia o que fazer com elas.
Onde guarda-las?  
Guardei-as tão bem,
que já não me lembro onde estão.

Reforma do silêncio e desprezo

Parte I
Noite fria
vento forte
seu sorriso de alegria
sem que eu me importe.
O fogo ardia
consumia a lenha
e sem saber
consumia seu coração.

Parte II
Vento forte
Noite fria
Observava os beijos ao norte
Fechou os olhos, voltou pra casa.
Quente e úmida lágrima escorria
Desolado
voltou á boemia.

Parte III
Noite fria
Vento forte
Retomou a coragem
Não poderia perder a viagem.
Sorriu sem medo,
segurou minha mão e me contou um segredo.
Os olhos se fecharam,
Os sentimentos o dominaram.
Um beijo, o segredo dito á boca
e não ao ouvido.

Parte IV
Manhã quente
Vento ralo
O telefone tocou, eloquente
não atendi.
Não imaginei o quão encurralado
estava o coração.
Pisei, cuspi e enterrei.
Ingenuamente,
As esperanças desolei.

Parte V
Tarde quente
Ventos arduos
Olhando o mar.
Ingenuamente,
esperanças lhe dei.
O ósculo esperado
não foi ressalvado.
Te quero ao meu lado,
mas não da mesma forma que
me queres ao seu.
Uma flor singela, ainda guardo.
O brilho de seus olhos ainda recordo.

Parte VI
Noites frias
Dias cinzentos
Seu silêncio me mata
me sinto como sucata.
Hoje voltaria atrás
não para continuar o que previa.
Mas para nem ter começado.
Não fuja á boêmia
nem a textos banais.
Para ser sincera,
é um sentimento nulo
recorro ao ósculo
mas logo anulo o pensamento.
Não sei o que sentir nem o que pensar.
Quando olho dentro de seus olhos
eles não brilham mais.
A desolação se inverteu.

Parte VII
Dias cinzentos
Noites frias
Busco na lembrança o afeto
de um abraço sem aborrecimentos.
Meu coração se despedaçará
se em seus olhos o brilho eu não encontrar.

Sentimentos de verâneio

Pôr-do-sol no deck.
Lá de cima é fácil, tudo é tranquilo.
Respiro fundo.
Direi tudo que eu quero.
Preciso.
Nem que seja com um olhar.

O sol cansado se encosta no horizonte do mar.
Sentaremos nas pedras, lado a lado.
Um suspiro longo se torna mais alto que o som das ondas.
Se foi certo ou errado,
atitudes passadas impensadas,
O peso da ignorância, desleixo e egoísmo
ainda está por perto.
Calei os olhos e fechei os ouvidos.
Os diferentes pontos de vista me ensinaram.
Pensar positivo, reproduzir uma energia que lhe faça sentir.
Abriremos nossos corações para selar o que pensamos ter acabado.
Lutaremos.
Pois agora daremos valor, teremos mentes abertas.
viveremos em prol da felicidade
da boa energia que transmitimos
ao encontro de nossos sorrisos.
Braços envoltos,
Meu coração batendo ao seu ritmo.
Colados.
Ficaremos por 3 ou 4 minutos parados assim.
Com os olhos fechados.

A brisa soprou mais forte.
Abri os olhos.
Deitava estava.
Sozinha.
Longe de você.

E o que esperar?

Pensar, planejar, sentir.
Angústias, dúvidas, mudanças,
um adeus, um até logo, uns amores.
O sonho.
Os sonhos variam, tem fases, esperanças,
é nesse sonho que me apoio.
Talvez o sonho do futuro,
do futuro que sonhamos
correndo atrás da vida bela.
Construo o futuro,
construo meu sonho.
E agora a estrada está se dividindo
Se afunilará.
Afunilada está.
E que assim seja.

Fogo que arde sem se ver

A chama não apagou,
A falta não deixou de ser notada,
As gentilezas continuam sendo trocadas.
Não me diga que a distância é a culpada.
Isso já é muito clichê.
A minha vida já estava muito parada.
Achei que sua imagem na minha cabeça fora dissipada,
Engano-me.
Só está sendo camuflada.
Não há opções, nem situações a imaginar,
Como antes, somos apenas para inspirar.
Não existe, é tudo alusão.
Me desculpe, hoje sou só razão.
Não sei se infelizmente ou felizmente…
A chama não apagou.